Crise Regional: Colômbia, Venezuela e México diante da Política Externa de Trump
- adautoribeirorepor

- 10 de jan.
- 4 min de leitura
Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e @canalmilitarizandoomundo
A Colômbia começa a se preparar hoje para uma possível intervenção norte-americana, com dias após Donald Trump ter ordenado tropas entrarem na Venezuela e capturar Nicolás Maduro.
A situação começa a ficar cada vez mais agravada na fronteira entre o Brasil, a Colômbia e, é claro, a Venezuela.
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que diversas vezes acusou e também realizou ações hostis contra Donald Trump, alertou publicamente para o risco de uma eminente intervenção dos Estados Unidos para sua captura, o que foi interpretado pelo recente ataque à Venezuela como um sinal de ameaça não só para a Colômbia, mas também para toda a América do Sul.
Em uma entrevista à BBC, Gustavo Petro afirmou que existe realmente uma ameaça de intervenção militar, especialmente após as declarações do presidente Donald Trump, que sugeriu que seria uma boa ideia invadir a Colômbia e realizar operações militares naquele país.
Petro, que tem criticado diretamente e abertamente a postura dos Estados Unidos, acusou o país de tratar nações vizinhas como extensões de um império americano e comparou agentes de imigração norte-americanos a brigadas nazistas, em meio a protestos internos nos Estados Unidos por incidentes recentes, como a morte de uma mulher em Minnesota.
Segundo Petro, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa Síria Flores, representa um precedente muito perigoso que poderia se estender para a Colômbia.
Ele argumentou que os Estados Unidos correm o risco sério de se isolarem globalmente ao adotar postura de dominação unilateral, passando de uma nação que domina o mundo para uma isolada do mundo.
A declaração vem após uma conversa telefônica entre Petro e Donald Trump, realizada em sete de janeiro, que durou cerca de uma hora e abordou temas como narcotráfico, a situação da Venezuela e as relações da América Latina.
Donald Trump descreveu o diálogo como uma grande honra em sua plataforma Truth Social e anunciou um encontro entre ele e Gustavo Petro na Casa Branca no próximo mês. No entanto, Petro minimizou as melhorias reais nas relações, sugerindo que as tensões persistem.
Analistas apontam que a Colômbia, como principal produtora de cocaína, está no centro das preocupações dos Estados Unidos com o narcotráfico.
Petro já convocou protestos nacionais contra possíveis intervenções, alertando que camponeses poderiam se transformar em guerrilheiros em caso de invasão.
Em conversa com o presidente brasileiro Lula, ambos expressaram preocupação com a violação do direito internacional e o risco à paz regional.
Enquanto isso, na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez intensificou esforços diplomáticos para fortalecer alianças internacionais em resposta à agressão dos Estados Unidos.
Em reunião com o embaixador da China na Venezuela, Rodríguez expressou sincera gratidão à China por condenar o sequestro de Maduro e Flores, bem como as violações do direito internacional e da soberania venezuelana.
A China reafirmou seu compromisso de interesse na Venezuela, independentemente da evolução política no país. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Chinês declarou que a China continuará a apoiar firmemente a Venezuela na defesa de sua soberania, dignidade e segurança nacional, destacando a importância de aprofundar a cooperação pragmática em diversos campos para promover o desenvolvimento comum.
Os interesses da China na Venezuela são profundos e datam de décadas de aproximação em parceria, concentrando-se principalmente no setor petrolífero e em acordos de tecnologia.
Empresas chinesas investiram bilhões de dólares em parceria para explorar campos de petróleo no país, que possui uma das maiores reservas mundiais de petróleo cru.
Esses investimentos incluem projetos conjuntos em refinarias e extração, com a China sendo um dos principais compradores de petróleo venezuelano, ajudando a contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela publicou declarações chinesas condenando a ação dos Estados Unidos e reafirmou o compromisso de Caracas em aprofundar acordos comerciais com Pequim, citando o apoio do governo de Xi Jinping diante da agressão militar.
Especialistas chineses interpretam esses encontros como um sinal de que a Venezuela mantém sua postura firme em relação à China, mesmo sob pressão total dos Estados Unidos, que exigiram o fim dos laços com Pequim, Rússia, Irã e Cuba como condição para acessar o petróleo venezuelano.
No México, a presidente Cláudia Sheinbaum respondeu com firmeza às ameaças de Donald Trump de realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas em território mexicano.
Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que os cartéis dominam o México e que os ataques por terra viriam após operações marítimas no Pacífico e no Caribe, justificando principalmente pela crise de overdoses nos Estados Unidos ligadas ao fentanil.
Sheinbaum instruiu seu chanceler a entrar em contato direto com o secretário de Estado norte-americano e, se necessário, com o próprio Donald Trump para fortalecer a coordenação em segurança.
Ela enfatizou que o México é um país soberano que aposta em soluções pacíficas, rejeitando qualquer intervenção militar estrangeira e destacando ações como a extradição de dezenas de líderes de cartéis por ano.
Analistas apontam que a situação mexicana é diferente da venezuelana devido à profunda integração econômica com os Estados Unidos, o que torna uma invasão arriscada e de altos custos políticos.
Setenta e cinco legisladores democratas dos Estados Unidos assinaram uma carta rejeitando as ameaças de Donald Trump, enquanto o México continua a priorizar o diálogo para evitar confrontos.
Esses desenvolvimentos destacam uma onda de instabilidade na América Latina, impulsionada pela política externa agressiva dos Estados Unidos sob Trump, que classifica cartéis como organizações terroristas estrangeiras desde dois mil e vinte e cinco.
A região observa com apreensão possíveis repercussões, com líderes como Petro, Rodríguez e Sheinbaum defendendo a soberania e alianças alternativas para contrabalançar a pressão.





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