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Crise se agrava com a mobilização militar da Venezuela em resposta às ações dos Estados Unidos

 — Imagem/Reprodução: 🚨TRUMP FEZ LULA DESISTIR DISSO! MADURO PODE CAIR E LEVAR SEU AMIGO! EUA INVADE VENEZUELA!

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O Brasil poderá ser culpado por uma eventual terceira guerra mundial envolvendo a Marinha dos Estados Unidos, Irã, Rússia e China? E por que o presidente Lula permanece em silêncio? Seria resultado de algum acordo com Donald Trump?


Em meio à escalada de tensões no Caribe, os Estados Unidos intensificaram suas operações navais contra navios petroleiros ligados à Venezuela, desencadeando reações internacionais que levantam preocupações sobre a estabilidade global.


Nos últimos dias de dezembro de 2025, forças americanas interceptaram e apreenderam múltiplas embarcações, incluindo uma associada a interesses chineses, enquanto aliados da Venezuela, como o Irã, mobilizam recursos militares para proteger suas rotas de suprimento.


Essa dinâmica ameaça o fluxo de petróleo na região e evoca paralelos históricos com bloqueios que arrastaram nações para conflitos mundiais, levantando alertas sobre o risco de uma terceira guerra mundial caso a situação se prolongue.


A crise se agravou com a mobilização militar da Venezuela em resposta às ações dos Estados Unidos.


Relatos indicam que o governo venezuelano posicionou caças SUCOI Su-30 em bases costeiras para monitorar e potencialmente defender seu espaço aéreo e marítimo. Essa medida, confirmada por fontes de inteligência marítima, visa dissuadir novas interceptações em águas internacionais próximas à costa venezuelana.


A Venezuela, que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo — cerca de 303 bilhões de barris, majoritariamente de óleo pesado — depende criticamente das exportações para sustentar sua economia, já asfixiada por sanções impostas desde 2019.


O presidente Nicolás Maduro qualificou as apreensões como pirataria naval criminosa e afirmou que o país buscará todas as vias legais e diplomáticas para proteger suas embarcações, enquanto prepara defesas para uma possível guerra popular prolongada.


Um dos pivôs dessa tensão é a resposta iraniana. Em reação às interceptações americanas, a marinha do Irã despachou duas flotilhas conhecidas como força-tarefa 103 e 104 para escoltar navios petroleiros iranianos rumo à Venezuela.


Essas unidades, compostas por fragatas e navios de apoio, estão contornando a África do Sul para evitar rotas mais expostas, conforme reportado por mídias iranianas. O objetivo declarado é proteger a navegação iraniana contra ameaças.


Essa mobilização eleva o risco de confrontos diretos. Se as flotilhas encontrarem forças dos Estados Unidos, a marinha americana — apesar de sua superioridade tecnológica e numérica, com aviões e destroyers equipados com mísseis avançados — poderia ser forçada a engajar, potencialmente afundando embarcações iranianas em uma escalada que envolveria mísseis antinavio e guerra eletrônica.


Analistas alertam que tal incidente poderia ativar alianças regionais, com o Irã controlando o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, ampliando o conflito para o Oriente Médio.


Paralelamente, os Estados Unidos interceptaram o navio Centuries, uma embarcação de grande porte que transportava petróleo venezuelano para um trader chinês. A operação ocorreu em águas internacionais ao leste de Barbados, com forças da guarda costeira americana embarcando no navio que operava sob bandeira panamenha falsa.


Embora não estivesse na lista inicial de sanções, o Centuries foi classificado como parte da frota fantasma usada para evadir restrições, carregando cerca de 1,9 milhão de barris destinados a refinarias chinesas.


Essa apreensão, a segunda em um fim de semana e a terceira em menos de duas semanas, faz parte de uma estratégia anunciada pelo presidente Donald Trump para um bloqueio total de navios sancionados entrando ou saindo da Venezuela.


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou vídeos da operação, destacando a captura como medida contra o contrabando de óleo que financia o regime de Maduro.


A China reagiu com veemência, qualificando a interceptação como uma grave violação do direito internacional. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Linan, afirmou em coletiva de imprensa que sanções unilaterais dos Estados Unidos carecem de legitimidade e não contam com o aval do Conselho de Segurança da ONU.


Pequim enfatizou o direito soberano da Venezuela de manter relações comerciais com outros países, condenando o que chamou de assédio unilateral pelo governo Trump.


Como maior compradora de petróleo venezuelano, representando cerca de 4% de suas importações, com envios médios de 600 mil barris por dia, a China vê suas cadeias de suprimento ameaçadas, o que poderia pressionar os preços globais do petróleo para cima se o embargo persistir.


Até o momento, Pequim optou por respostas diplomáticas, evitando ações militares diretas, mas analistas especulam que uma adesão à estratégia iraniana de escoltas armadas poderia transformar o Caribe em um teatro de confrontos multipolares.


Adicionando lenha à fogueira, o senador Lindsay Graham, em conjunto com o senador Richard Blumenthal, introduziu uma resolução no Congresso dos Estados Unidos pedindo ao governo Trump que apreenda navios da frota sombra russa que transportam petróleo sancionado.


Graham argumentou que, sem esses navios — que geram cerca de 200 bilhões de dólares anuais para Moscou — a máquina de guerra russa na Ucrânia pararia. Ele sugeriu tarifas e apreensões caso o presidente Vladimir Putin rejeite negociações de paz, equiparando a tática às usadas contra a Venezuela.


Essa proposta sinaliza uma expansão da doutrina americana de Enforcement Maritim, potencialmente atingindo rotas russas no Atlântico e Pacífico, e é vista como uma provocação que poderia unir Rússia, China e Irã em uma frente comum contra os Estados Unidos. Essas ações representam um sério e perigoso sinal de que o mundo poderia deslizar para uma terceira guerra mundial se prolongadas.


Historicamente, bloqueios navais e ataques a embarcações comerciais foram catalisadores de conflitos globais. Em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, o império alemão, sob o Kaiser Guilherme II, adotou a guerra submarina irrestrita, autorizando submarinos a afundar qualquer navio — inclusive neutros — que supostamente auxiliasse os aliados, como Grã-Bretanha, França e Estados Unidos.


Essa política, que visava estrangular o suprimento britânico de alimentos e armamentos no Atlântico e Pacífico, resultou na morte de civis americanos e arrastou os Estados Unidos para a guerra, alterando o equilíbrio de forças e contribuindo para a derrota alemã.


Da mesma forma, o Brasil foi puxado para a Segunda Guerra Mundial em 1942, após ataques alemães e italianos a navios mercantes brasileiros no Atlântico, como o Baependi e o Araraquara, que mataram centenas de civis. Inicialmente neutro, o governo de Getúlio Vargas declarou guerra ao Eixo após pressões internas e externas, enviando tropas para a Europa e marcando a entrada da América do Sul no conflito.


Apesar da inquestionável superioridade naval dos Estados Unidos — com as maiores e mais avançadas embarcações do mundo, incluindo 11 porta-aviões nucleares e uma frota de mais de 290 navios de guerra — essas operações aumentam o nível de tensão mundial. Elas operam em uma zona cinzenta do direito internacional, onde sanções unilaterais colidem com princípios de liberdade de navegação.


Se China e Rússia aderirem à abordagem iraniana, enviando suas próprias embarcações de guerra para proteger navios petroleiros rumo à Venezuela, o Caribe poderá se tornar um ponto de ignição multipolar. Moscou, já envolvida na Ucrânia, e Pequim, com interesses em Taiwan, poderiam interpretar as apreensões como atos de guerra híbrida, levando a coalizões que envolvam o BRICS e outros atores do sul global.


Analistas da Windward e do Wall Street Journal observam que, enquanto aliados como Rússia e China hesitam em intervir diretamente devido às suas próprias crises econômicas, uma provocação maior poderia forçar uma resposta coletiva, repetindo os erros de cálculo que precederam guerras mundiais passadas.


Em suma, enquanto os Estados Unidos buscam isolar o regime de Maduro e garantir acesso a óleo pesado compatível com suas refinarias, o risco de escalada inadvertida é palpável. A comunidade internacional — incluindo o Brasil, que historicamente sofreu com bloqueios semelhantes — urge por diálogos multilaterais para evitar que essa crise regional se transforme em um conflito global. Sem uma desescalada rápida, o mundo pode reviver lições amargas do passado, onde ambições energéticas e disputas marítimas levaram a catástrofes imprevisíveis.








 
 
 

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