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Empresariado esquerdista: Havaianas dá um tiro no pé direito

 — Imagem/Gerada por IA: Quem lacra... Não lucra!
 — Imagem/Gerada por IA: Quem lacra... Não lucra!

Opinião: Adauto Jornalismo* com suporte do AI Copilot fornecido pela Microsoft


Em tempos de polarização política extrema, é no mínimo ingênuo — senão estrategicamente arriscado — que uma empresa opte por se alinhar publicamente a uma ideologia dominante de esquerda, especialmente em um país profundamente dividido entre visões progressistas e conservadoras.


O caso recente envolvendo a marca de chinelos Havaianas e a atriz Fernanda Torres ilustra bem esse dilema (certeza).


Embora a frase seja envolta em tom leve e metafórico, muitos bolsonaristas interpretaram a fala como uma crítica velada à direita política — uma leitura reforçada pela sequência: “Os dois pés na porta, na estrada, os dois pés na jaca, os dois onde você quiser.”


A repercussão foi imediata. Acusações de “politização esquerdista” tomaram conta das redes, e promessas de boicote à marca se multiplicaram.


Para os críticos, a campanha ultrapassou os limites da publicidade e adentrou o terreno ideológico, transformando um produto popular em símbolo de posicionamento político.

É legítimo que artistas se expressem politicamente — a liberdade de expressão é um pilar democrático.


Vídeo: Não compre Havaianas

 — Imagem/Reprodução Instagram.

No entanto, quando essa expressão é incorporada à estratégia de uma marca, especialmente em um mercado tão amplo e diverso como o brasileiro, os riscos comerciais se tornam evidentes.


O empresariado, ao se associar a narrativas políticas, corre o risco de alienar parte significativa de seus consumidores, comprometendo não apenas a imagem institucional, mas também o desempenho econômico.


O episódio levanta uma questão crucial: até que ponto vale a pena transformar marcas em palanques ideológicos? Em um país onde o “pé direito” pode significar muito mais do que sorte, talvez seja prudente que empresas caminhem com ambos os pés — com equilíbrio, respeito à diversidade de pensamento e foco no que realmente une os brasileiros: o desejo por produtos de qualidade, livres de disputas partidárias.

 
 
 

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