Lula apreensivo com os movimentos militares estratégicos na America Latina
- adautoribeirorepor

- 8 de jan.
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
Donald Trump avança em planos contra a Colômbia e outras ditaduras da América Latina e deixa Lula em total alerta. A extrema esquerda fala até mesmo em bomba nuclear para o Brasil.
As declarações recentes de figuras proeminentes da administração dos Estados Unidos, como o senador Rick Scott e o próprio presidente Donald Trump, sinalizam uma abordagem agressiva na política externa, com foco na América Latina e além.
Após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela, o discurso oficial em Washington aponta para uma expansão da influência americana, invocando uma versão atualizada da doutrina Monroe, batizada informalmente como doutrina Don Re.
Essa estratégia prioriza a supremacia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, combatendo governos de esquerda, cartéis de drogas e influências rivais como China e Rússia, mas também se estende a interesses estratégicos globais.
Analistas alertam que tal postura pode desestabilizar alianças internacionais e desencadear reações em cadeia, inclusive no Brasil, onde o presidente Luís Inácio Lula da Silva enfrenta pressões internas para fortalecer as defesas nacionais. Um dos alvos mais destacados é a Nicarágua, onde o senador Rick Scott tem sido vocal em condenar o regime de Daniel Ortega.
Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
Em declarações recentes, Scott afirmou que os Estados Unidos pretendem restaurar a democracia no país, descrevendo Ortega como um ditador que oprime sistematicamente padres, líderes religiosos e a população civil. Ele apontou para a perseguição religiosa como um dos pilares da repressão, com fechamento de igrejas, prisões de clérigos e supressão de liberdades fundamentais.
Essas ações representam a opressão de direitos humanos na Nicarágua, Cuba e Venezuela sob regimes malignos, disse Scott em um comunicado conjunto com outros senadores, evocando resoluções que condenam a perseguição religiosa pelo regime Ortega Murilo. Essa retórica sugere que após Venezuela e Cuba, a Nicarágua seria o próximo passo na reforma regional, possivelmente envolvendo sanções ampliadas ou apoio a opositores internos. Críticos, no entanto, argumentam que intervenções externas poderiam agravar a crise humanitária, com milhares já fugindo da repressão política e econômica.
Paralelamente, Donald Trump tem direcionado atenções para Cuba, afirmando que o país está pronto para cair sem o suporte petrolífero venezuelano, que representava cerca de 30% do consumo de óleo na ilha.
Em pronunciamentos após a operação na Venezuela, Trump indicou planos para restaurar a democracia em Havana, possivelmente por meio de bloqueios econômicos ou pressões diplomáticas, sem descartar opções mais diretas.
“Não precisamos de intervenção militar imediata, mas o governo lá deve se preocupar”, alertou o secretário de Estado Marco Rubio, de origem cubana, reforçando que a queda de Maduro enfraquece dramaticamente o regime de Miguel Díaz-Canel.
Sem o petróleo subsidiado de Caracas, Cuba enfrenta escassez energética aguda, o que poderia acelerar protestos internos e instabilidade. Essa visão é vista por apoiadores como uma oportunidade para desmantelar o último bastião comunista nas Américas, mas opositores globais, incluindo a União Europeia, criticam como uma imposição unilateral que ignora décadas de sanções já em vigor.
Na Colômbia, as declarações de Scott e Trump sugerem um apoio firme a opositores do presidente Gustavo Petro. Scott previu que até o próximo ano a Colômbia terá um novo presidente, insinuando pressões para mudança de regime.
Trump acusou Petro de permitir o florescimento de cartéis de drogas, ameaçando ações militares e afirmando que o líder colombiano é pró-narcotraficantes, com posições favoráveis à legalização da cocaína que colidem diretamente com as políticas antidrogas dos Estados Unidos.
Petro, de esquerda, tem defendido uma abordagem regulatória para o narcotráfico, criticando intervenções armadas como contraprodutivas. Essa tensão reflete interesses econômicos, como o controle de reservas de petróleo e minerais, e ideológicos, com Washington vendo Petro como parte de um eixo anti-americano. Analistas alertam que tal apoio a opositores poderia desestabilizar a democracia colombiana, gerando divisões internas e possíveis conflitos fronteiriços.
Fora da América Latina, a Groenlândia emerge como um alvo estratégico, com Marco Rubio preparando uma reunião com líderes dinamarqueses para discutir uma possível intervenção militar dos Estados Unidos. Trump expressou o desejo de anexar a ilha, citando recursos como terras raras essenciais para tecnologia e defesa, além de contra-arrestar presenças russa e chinesa no Ártico.
Apesar de a Groenlândia pertencer à Dinamarca, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, o governo americano considera todas as opções, incluindo força, o que poderia levar os Estados Unidos a sair da maior aliança militar do mundo.
A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen rejeitou a ideia, alertando para uma guerra civil na OTAN. Rubio minimizou o uso de força em briefings, mas a ameaça persiste, dividindo aliados europeus e aprofundando fissuras transatlânticas.
No geral, os países na mira dos Estados Unidos incluem Colômbia, Cuba, Nicarágua, Groenlândia, Irã e México, misturando motivos econômicos como controle de recursos e rotas de drogas com estratégicos e ideológicos. No Irã, Trump ameaçou golpes fortes contra repressão a protestos e avanços nucleares.
No México, criticou falhas no controle de imigração e cartéis, propondo ações militares. Essa lista reflete uma doutrina expansionista, mas enfrenta resistência global, com potenciais impactos em alianças como a OTAN.
No Brasil, a preocupação de Lula com essa assertividade americana se reflete em debates internos.
Reportagens da CNN Brasil indicam que alas do Partido dos Trabalhadores discutem abertamente mais investimentos nas forças armadas brasileiras e o desenvolvimento de uma bomba atômica, ecoando a retórica da direita bolsonarista de que o Brasil precisa de dissuasão nuclear para a soberania.
Essa virada, influenciada por ameaças tarifárias de Trump e instabilidades regionais, contrasta com o histórico pacifista de Lula, mas sinaliza temores de interferências externas. Analistas veem isso como uma estratégia para conter golpistas internos e fortalecer a defesa, embora o desenvolvimento nuclear viole tratados internacionais e possa isolar o país diplomaticamente.
Em análise, essa política dos Estados Unidos sob Trump representa um retorno ao intervencionismo com riscos de escalada global. Enquanto pode agradar bases domésticas com promessas de segurança e recursos, ameaça desestabilizar a ordem internacional, forçando nações como o Brasil a reavaliar suas posturas defensivas. A fluidez da situação exige vigilância, pois novas ameaças podem surgir conforme eventos evoluem.





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