Relações em Construção com a Venezuela após Trump anunciar acordo por petróleo
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- 8 de jan.
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
Nos primeiros dias de sua gestão como presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez anunciou mudanças estratégicas na área de segurança e na economia, sinalizando uma nova fase de reorganização institucional.
Na noite de terça-feira, 6, Rodríguez nomeou o general Gustavo González López para liderar a Guarda de Honra Presidencial e a Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM). A escolha reflete a intenção de fortalecer estruturas de defesa e garantir estabilidade interna, em um momento de transição política.
Ao mesmo tempo, a presidente interina promoveu ajustes na economia, nomeando Calixto Ortega – ex-presidente do Banco Central e diplomata com experiência no setor petrolífero – como vice-presidente da Economia. Segundo Rodríguez, o objetivo é impulsionar a produção nacional e reforçar a soberania alimentar, alinhando esforços para o crescimento sustentável.
Essas medidas vêm acompanhadas de perspectivas otimistas: a Cepal estimou crescimento de 6,5% em 2025, e especialistas projetam avanços adicionais em 2026, apoiados pela flexibilização de controles econômicos e pela abertura gradual ao uso do dólar.
Cooperação energética
Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo para a compra de entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano. O plano prevê que os recursos obtidos sejam destinados ao benefício conjunto dos povos da Venezuela e dos EUA, reforçando a ideia de que a energia pode ser um elo de aproximação entre as duas nações.
Rodríguez reiterou que a Venezuela mantém sua soberania, mas destacou a importância de parcerias que tragam resultados concretos para o desenvolvimento interno e para o equilíbrio internacional.
Um futuro de diálogo
Apesar dos desafios, os recentes anúncios revelam uma oportunidade de construir pontes diplomáticas e econômicas. A cooperação energética pode abrir espaço para maior diálogo político, enquanto as reformas internas buscam estabilidade e crescimento.
Assim, o momento atual pode ser visto não apenas como uma fase de transição, mas como uma chance de aproximação entre Caracas e Washington, em benefício da população venezuelana e da comunidade internacional.





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