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Trump não quer aliviar para o Lula e vai ocupar espaços estratégicos descartando o Brasil

  — Imagem/Reprodução: CIA Lança Operação Para CAPTURAR DIOSDADO CABELLO na Venezuela.

Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter ande @vidanoquartel


Trump mira o lugar do Brasil na maior usina hidrelétrica do mundo junto do Paraguai, e a tensão aumenta com tropas brasileiras sendo enviadas para a fronteira da Venezuela.


A situação começa a piorar e mais tropas dos Estados Unidos na América do Sul começarão a chegar em breve. Mas eu quero sua opinião nos comentários: você apoia essas ações dos Estados Unidos ou é contra, considerando a tomada de riquezas nossas?


Em meio a um cenário de instabilidades que se espalham como ondas por toda a América Latina, surge uma possibilidade que abala as fundações de parcerias históricas na região. Fontes indicam que os Estados Unidos poderiam assumir o papel do Brasil na gestão e na parceria estratégica com o Paraguai, envolvendo a usina hidrelétrica de Itaipu, uma das joias da engenharia energética mundial.


Essa perspectiva vem à tona em um momento de negociações delicadas sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu, que regula a distribuição e a venda de energia produzida pela usina, ignorando o fato de que o Brasil tem sido o principal responsável pela construção, operação e manutenção dessa estrutura colossal desde sua inauguração em 1984.


A usina, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, no Rio Paraná, é considerada a segunda maior hidrelétrica do planeta em capacidade instalada, com 14.000 MW, atrás apenas da chinesa Três Gargantas. Ela gera energia suficiente para abastecer milhões de residências e indústrias, representando cerca de 10% do consumo elétrico brasileiro e quase 90% do paraguaio.


Apesar dessa interdependência, comentários do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, em maio de 2025, sugeriram que os Estados Unidos estariam interessados em entrar na mesa de discussões para uma parceria com o Paraguai, especialmente após a expiração de partes do acordo original.


Rubio mencionou que o Paraguai estaria tentando descobrir o que fazer com essa energia, abrindo espaço para ofertas externas que poderiam sidelinar o Brasil.


Essa movimentação é vista por analistas como parte de uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos para contrabalançar a influência chinesa na América do Sul, investindo em infraestrutura energética e garantindo suprimentos estratégicos.


O Paraguai, por sua vez, tem interesse em maximizar receitas vendendo sua cota excedente de energia a preços mais altos no mercado internacional, algo que o acordo atual com o Brasil limita.


Negociações bilaterais entre Brasil e Paraguai foram retomadas em dezembro de 2025, com chanceleres como Mauro Vieira e Rubén Ramirez Lescano, buscando um entendimento que preserve a soberania e os benefícios mútuos. Mas a sombra da intervenção norte-americana paira, potencialmente alterando o equilíbrio de poder na região.


Enquanto isso, o governo brasileiro tomou medidas preventivas em outra frente de tensão. Autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública na fronteira com a Venezuela, especificamente nos municípios de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, por um período inicial de 90 dias.


Essa decisão, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e publicada no Diário Oficial da União, visa preservar a ordem pública e proteger a população local diante de possíveis influxos de elementos perigosos.


Há temores de que milícias armadas leais ao regime de Nicolás Maduro, criminosos organizados e membros de cartéis de drogas possam tentar cruzar a fronteira para o Brasil em busca de refúgio, especialmente após a operação militar dos Estados Unidos que capturou Maduro.


A região de Roraima já é um ponto sensível devido ao histórico de migração venezuelana, com sobrecarga em serviços públicos e infraestrutura.


A Força Nacional atuará em apoio às forças estaduais, com foco em patrulhas, monitoramento e ações humanitárias, enquanto o exército brasileiro mantém vigilância reforçada.


Autoridades brasileiras enfatizam que essa mobilização é episódica e planejada, sem intenção de escalada, mas reflete preocupações reais com a desestabilização na Venezuela, podendo se espalhar para o território nacional.


Essa captura de Maduro, realizada em uma operação militar descrita como a mais rápida da história para derrubar um ditador consolidado no poder por quase 13 anos, desde que assumiu em 2013 após a morte de Hugo Chávez, marcou um ponto de virada nas relações hemisféricas.


Denominada “Operação Resolução Absoluta”, a ação dos Estados Unidos envolveu forças especiais que atacaram Caracas, resultando em cerca de 100 mortes e na detenção de Maduro e sua esposa.


Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, justificou a intervenção como necessária para eliminar ameaças à segurança regional, mas o ato gerou condenações internacionais e uma onda de protestos.


Não parando por aí, Trump tem emitido ameaças a vários outros países na sequência dessa operação, ampliando o escopo de sua doutrina de intervenção.


Por exemplo, ele sugeriu o envio de tropas para o México a fim de combater cartéis de drogas, apesar da rejeição veemente da presidente mexicana Cláudia Shainb, que vê isso como uma violação de soberania.


Em relação a Cuba, Trump descreveu o regime como pronto para cair e indicou possíveis ações para isolar o país economicamente ou militarmente, revivendo tensões da era da Guerra Fria.


A Colômbia também está na mira, com Trump ameaçando intervenções contra supostas alianças com grupos guerrilheiros ou falhas no controle de narcotráfico, o que provocou manifestações massivas em cidades colombianas contra o que chamam de imperialismo.


A Nicarágua, sob o governo de Daniel Ortega, enfrenta advertências semelhantes por supostas violações de direitos humanos e laços com regimes hostis aos Estados Unidos.


Até mesmo nações fora da América Latina, como o Irã, foram mencionadas em discursos de Trump que estendem as ameaças para além do hemisfério ocidental, incluindo absurdos como a compra da Groenlândia.


Essa postura agressiva reaviva debates sobre a Doutrina Monroe, que historicamente justifica intervenções dos Estados Unidos na região para prevenir influências externas.


No contexto da usina de Itaipu, essas ameaças de Trump adicionam uma camada de complexidade, pois os Estados Unidos buscam fortalecer alianças energéticas no Paraguai como parte de uma ofensiva maior contra governos de esquerda na América Latina.


O Brasil, sob o presidente Lula, tem respondido com diplomacia, unindo-se a coalizões regionais para condenar as ações unilaterais e defender a soberania.


No entanto, o risco de perda de influência sobre Itaipu poderia impactar a matriz energética brasileira, elevando custos e dependências.


Especialistas alertam que, se concretizada, essa substituição representaria não apenas uma perda econômica, mas um revés geopolítico, ignorando décadas de investimentos brasileiros que tornaram a usina um símbolo de cooperação binacional.


À medida que as negociações prosseguem, o mundo observa se essa tensão evoluirá para um novo capítulo de confrontos ou para resoluções pacíficas.





 
 
 

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