Banco Master, influenciadores e o envolvimento da Lagoinha
- adautoribeirorepor

- 11 de mar.
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e
Na reta final do escândalo envolvendo o Banco Master, surgiram informações de que agências teriam sido contratadas para buscar influenciadores de direita, com o objetivo de defender a instituição nas redes sociais.
Alguns desses influenciadores alegaram não ter recebido dinheiro, mas a Polícia Federal deve abrir inquérito para investigar contratos e movimentações financeiras, já que Daniel Vorcaro, dono do banco, estava preso e com bens bloqueados.
A expectativa é que a quebra de sigilo fiscal revele se houve pagamentos para sustentar essa narrativa.
Um dos pontos mais polêmicos foi a atuação do ministro do TCU, Jonathan de Jesus, ex-deputado federal por Roraima e filho do senador Messias de Jesus.
Ambos têm histórico de envolvimento em escândalos de corrupção, compra de votos e funcionários fantasmas.
Jonathan, ao assumir o cargo no Tribunal de Contas da União, deu um despacho questionando a rapidez da liquidação do Banco Master pelo Banco Central, o que acabou sendo usado como argumento por influenciadores contratados para defender a instituição.
Coincidentemente, fundos de pensão ligados a aliados políticos de Jonathan, como Hugo Mota e Arthur Lira, haviam investido no Banco Master.
Paralelamente, o escândalo do INSS revelou conexões ainda mais complexas. Uma BMW encontrada em investigação estava registrada em nome da esposa de Jonathan de Jesus, levantando suspeitas adicionais. Nesse contexto, a Igreja Lagoinha voltou ao centro das atenções.
Pastores ligados à denominação, como Fabiano Zetel, foram citados, e figuras políticas próximas à igreja, como Nicolas Ferreira e Flávio Bolsonaro, também apareceram em meio às polêmicas.
Flávio, inclusive, foi batizado na Lagoinha, reforçando a ligação entre o clã Valadão e setores políticos.
Outro ponto crítico foi a criação da fintech Clava Forte pela Lagoinha, apresentada como uma instituição financeira cristã.
Investigações apontaram que parte do dinheiro desviado do INSS teria sido canalizado para essa fintech, levantando suspeitas de lavagem de recursos.
No mesmo dia da prisão de Daniel Vorcaro, o sistema da Clava Forte saiu do ar, aumentando ainda mais as desconfianças.
A CPMI do INSS já convocou figuras ligadas à igreja, incluindo André Valadão, para prestar esclarecimentos.
O cenário revela uma teia que conecta políticos, empresários, mercado financeiro e igrejas evangélicas.
A Lagoinha, uma das maiores igrejas do Brasil, aparece envolvida em meio a disputas familiares, expansão agressiva e agora em escândalos financeiros de grande repercussão.
A crise expõe como fé, poder e dinheiro se entrelaçam, gerando desconfiança e abrindo espaço para investigações que podem redefinir o futuro da instituição.



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