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Cerco econômico e ameaça de intervenção: o novo front de Trump

 — Imagem/Reprodução: @canalmilitarizandoomundo - INVASÃO A CUBA! EUA PREPARA TERENO E CUBA REAGE IREMOS PRA GUERRA NÃO SEREI CAPTURADO.

Imperialismo abaixo, imperialismo unido será vencido. O governo de Cuba anunciou uma grande resistência contra a possibilidade de intervenção militar americana, que poderia levar até mesmo à captura do presidente, como ocorreu na Venezuela.


As tensões se espalham pela América Latina: a Colômbia divulgou fotos de bombas equatorianas utilizadas contra seu território, que resultaram em 27 mortes, enquanto o aumento da presença de tropas americanas no Paraguai gera temor no Brasil de uma intervenção contra facções criminosas.


Donald Trump elevou o tom ao afirmar que teria a “honra de conquistar Cuba”, classificando o país como um “Estado falido” em meio ao cerco econômico e bloqueios de petróleo impostos por Washington.


O presidente cubano Miguel Díaz-Canel reagiu com firmeza, acusando os Estados Unidos de conduzirem uma guerra econômica feroz e garantindo que qualquer agressão externa encontrará resistência inabalável.


Cuba intensificou exercícios militares com tanques e artilharia antiaérea, preparando-se para uma guerra total.

Essa crise se conecta à iniciativa “Escudo das Américas”, lançada por Trump em março, reunindo 17 países conservadores como Argentina, Equador, Paraguai e El Salvador para cooperação militar contra narcotráfico e crime organizado. Brasil, México e Colômbia foram excluídos, acentuando divisões ideológicas.


No Equador, o presidente Daniel Noboa mobilizou 75 mil soldados em ofensivas apoiadas pelos EUA, o que gerou atritos com a Colômbia após acusações de bombardeios em território colombiano.


No Brasil, o governo acompanha com preocupação a presença de tropas americanas no Paraguai, autorizada por acordo de Status of Forces Agreement (SOFA), que permite operações conjuntas e treinamentos.


Há receio de que facções como PCC e Comando Vermelho sejam classificadas como terroristas por Washington, abrindo espaço para ações militares transfronteiriças e ameaçando a soberania nacional.


A estratégia americana revela um padrão de reconquista hegemônica no hemisfério ocidental, combinando bloqueios econômicos, sanções, alianças seletivas e presença militar.


Em Cuba, a retórica de tomada e o cerco econômico visam provocar colapso interno ou justificar intervenção, ecoando a Doutrina Monroe em versão atualizada.


Uma resistência prolongada poderia atrair Rússia ou China, transformando a ilha em novo ponto de atrito global.


O “Escudo das Américas” não é apenas um mecanismo antidrogas, mas um instrumento para institucionalizar presença militar em países aliados, marginalizando governos progressistas e criando precedentes difíceis de reverter.


O incidente entre Equador e Colômbia mostra como operações fronteiriças podem escalar para confrontos interestatais. Para o Brasil, a proximidade geográfica e a porosidade da fronteira tornam o cenário ainda mais delicado.


O risco sistêmico é elevado: uma intervenção em Cuba ou expansão de bombardeios poderia desestabilizar migrações, fluxos de drogas e alianças, forçando uma reconfiguração do poder regional.


Diplomacia ativa e coordenação entre países excluídos do escudo serão essenciais para conter a escalada, mas o ímpeto unilateral americano sugere que o momento favorece a assertividade sobre a contenção.


O hemisfério observa atento: o que começa como combate ao narcotráfico pode evoluir para redefinição das fronteiras de influência.







 
 
 

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