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Cobrança em eventos da Lagoinha levanta críticas sobre comércio da fé

  — Imagem/Reprodução: @prpedroreis - LAGOINHA AMEAÇANDO PASTORES QUE DENUNCIAM SUAS PRATICAS NEOPENTECOSTAIS.

Um pastor relatou ter sido ameaçado por um líder da Lagoinha após criticar a igreja em suas redes sociais, acusando-a de se transformar em uma “seita neopentecostal”. O episódio ocorreu depois que ele expôs práticas da instituição, como a cobrança de valores entre R$ 130 e R$ 200 para participação em um evento chamado O Encontro, realizado na matriz da Lagoinha, com Gabriela Rocha e Camila Barros. O evento foi divulgado como um momento de louvor, adoração e encontro com a presença de Deus, mas a cobrança de ingresso levantou críticas sobre a mercantilização da fé.


Segundo o pastor, não há respaldo bíblico para uma adoração paga, já que o acesso a Deus foi conquistado por meio da obra de Cristo na cruz. Ele argumenta que esse tipo de prática transforma a fé em comércio e fomenta idolatria, colocando preço em algo que deveria ser gratuito. O caso ganhou repercussão porque, em outros eventos semelhantes, como o Juntas 2025, Camila Barros e sua equipe teriam faturado milhões de reais.


O pastor reforçou que nunca cobra para ministrar em igrejas e que considera absurdo transformar momentos de culto em produtos exclusivos, inacessíveis para grande parte da população. A crítica se intensifica pelo contraste entre a localização da Lagoinha Matriz, vizinha a uma das maiores comunidades carentes de Belo Horizonte, e os valores cobrados para participar de eventos religiosos. Para ele, isso expõe a obra cristã à vergonha e à desonra, desviando o foco da missão espiritual para interesses financeiros.


André Valadão decidiu lacrar as portas da Lagoinha Belvedere, mas o fechamento da igreja trouxe à tona críticas ainda mais intensas.


Para muitos fiéis, o contraste é gritante: enquanto se prega que dízimos e ofertas sustentam a obra de Deus, eventos dentro da própria Lagoinha passaram a cobrar valores entre R$ 130 e R$ 200 para participação, tornando o acesso inviável para cristãos humildes das comunidades vizinhas.


Essa prática, segundo críticos, representa a comercialização do evangelho e a transformação da fé em produto de luxo.


Um pastor que denunciou essas práticas relatou ter recebido ameaças de processo por parte de líderes da Lagoinha, mas afirmou que continuará expondo o que considera abusos e distorções da mensagem cristã.


Para ele, a igreja deixou de ser conhecida por ganhar almas e transformar vidas, passando a ser lembrada por escândalos financeiros, ostentação e comércio religioso. Testemunhos de ex-membros reforçam essa percepção, relatando experiências de manipulação e exploração dentro da instituição.


O pastor declarou que seguirá usando seu canal para confrontar o que chama de “seita neopentecostal perversa”, incentivando que os fiéis abandonem práticas que, em sua visão, desonram a obra de Cristo.


Ele ressalta que, se a Lagoinha se arrepender e buscar restauração, celebrará com alegria; mas, caso contrário, continuará denunciando e incentivando que seus membros busquem igrejas genuinamente bíblicas.





 
 
 

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