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CPI do Crime Organizado mira Banco Master e aliados — Toffoli se declara suspeito

   — Imagem/Reprodução: @bandjornalismo - Toffoli se declara suspeito e deixa relatoria de ação sobre CPI do Master | Jornal da Band.

A CPI do Crime Organizado aprovou hoje a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao Banco Master, após novos desdobramentos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.


O caso ganhou força depois que a Polícia Federal encontrou mensagens no celular de envolvidos que citavam a família de ministros do Supremo.


O ministro Cristiano Zanin foi designado como novo relator de uma ação apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg, que cobrava a instalação imediata da CPI do Banco Master.


O ministro Dias Toffoli, que havia assumido a relatoria anteriormente, declarou-se suspeito por foro íntimo e deixou o caso no mês passado.


Entre os alvos da comissão está Luiz Felipe Mourão, conhecido como “sicário”, que se suicidou na prisão. Ele atuava como capanga de Vorcaro e liderava uma espécie de milícia para perseguir desafetos do banqueiro.


Outro investigado é o cunhado de um funkeiro preso pela Polícia Federal, apontado como operador de um esquema de ocultação de recursos e simulação de operações financeiras para escapar da fiscalização.


Paralelamente, o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, se reuniu com o ministro André Mendonça para discutir a convocação de Daniel Vorcaro.


Dados levantados pela comissão mostram que Vorcaro esteve 62 vezes no Banco Central entre 2017 e 2025, sendo 25 dessas visitas durante a gestão de Roberto Campos Neto. Só em 2019 foram 11 encontros, coincidindo com ligações políticas críticas.


As conexões políticas também vieram à tona: ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia, recebeu repasses do Banco Master e da empresa Reag.


Os pagamentos foram feitos para uma empresa de consultoria ligada a Neto, que atuou com diversos clientes no Brasil, incluindo o próprio Master e a Reag.


Segundo os relatórios, os contratos foram formalizados de maneira transparente, mas os repasses reforçam a suspeita de influência política e financeira no caso.



 
 
 

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