Urgente: A ofensiva dos Estados Unidos sobre as reservas minerais brasileiras
- adautoribeirorepor

- 4 de fev.
- 3 min de leitura
Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter com @canalmilitarizandoomundo
A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos chegou ao Brasil com a missão de controlar as reservas de terras naturais brasileiras após pressão direta de Donald Trump contra o governo brasileiro, em uma operação que não aparece na mídia tradicional.
Os Estados Unidos entraram em modo de guerra total pelos minerais estratégicos e pelo controle absoluto da América do Sul. Enquanto a Casa Branca reunia cerca de vinte países para lançar a aliança mineral global contra a China, a CIA recebeu ordem expressa para mapear, monitorar e preparar o terreno para o controle efetivo das reservas brasileiras de terras raras.
Essa ação se insere na doutrina norte-americana de quase duzentos anos que trata a América do Sul como quintal exclusivo. O objetivo é controlar os recursos naturais de todas as nações da região, especialmente os minerais críticos, e impedir qualquer aproximação com a China.
Países sem bomba nuclear ficam diretamente submetidos a essa pressão. O primeiro alvo foi a Venezuela, onde Nicolás Maduro teria sido derrubado em uma operação militar americana, e agora a Colômbia recuou completamente após reunião de Gustavo Petro com Trump na Casa Branca.
Fontes diplomáticas e documentos internos confirmam que a Casa Branca instruiu a CIA a tratar as reservas de minerais críticos na América Latina, com ênfase absoluta no Brasil, como prioridade de segurança nacional para as próximas décadas.
Em paralelo à diplomacia oficial, emissários americanos vêm se reunindo diretamente com governadores de Minas Gerais, Goiás e outros estados, contornando Brasília, para garantir acesso privilegiado às jazidas antes que a China avance ainda mais.
O Project Vault, anunciado por Trump com bilhões de dólares do Exim Bank e capital privado, não é apenas uma reserva estratégica americana. Ele foi concebido para absorver projetos brasileiros de terras raras como Serra Verde, Carina e Caldeira, financiando sua exploração desde que o refino, o controle tecnológico e o destino final do produto fiquem nas mãos de empresas alinhadas aos Estados Unidos. O alvo principal é a China, que controla mais de 90% do refino global de terras raras.
O governo Lula resiste. O chanceler Mauro Vieira não compareceu à reunião de hoje e Brasília quer negociar o tema apenas na reunião bilateral com Trump em março, usando as terras raras como trunfo para derrubar tarifas americanas sobre aço, carne e café. Mas a paciência de Washington está se esgotando.
Os Estados Unidos não estão pedindo parceria, estão impondo uma nova realidade: ou o Brasil se alinha e entrega parte do controle de suas reservas, ou enfrentará pressão crescente diplomática, financeira e de inteligência para que as terras raras brasileiras sirvam à estratégia americana de contenção da China.
O Brasil vive hoje o maior risco à sua soberania mineral desde o ciclo do ouro e do petróleo. Os Estados Unidos não estão interessados em parceria igualitária, querem transformar o Brasil no principal fornecedor de terras raras para sua indústria de defesa, tecnologia e transição energética, sem que o país consiga refinar, industrializar ou reter a maior parte do valor agregado.
Se não houver reação imediata com aplicação rigorosa da regra dos 80%, processamento local, marco regulatório forte, investimento estatal em refino verde e proteção explícita contra controle estrangeiro, repetiremos o erro histórico de ser apenas celeiro de matéria-prima, agora com consequências muito mais graves para nossa segurança nacional e posição geopolítica.
As terras raras brasileiras são as joias da coroa do século XXI. Entregá-las sem contrapartidas concretas de tecnologia, industrialização e soberania seria um crime contra o futuro do país. O relógio está correndo. Os Estados Unidos declararam abertamente que querem controlá-las. Resta saber se o Brasil terá coragem de dizer não.



Comentários